São Francisco            A história dos Capuchinhos em Minas Gerais, como em diversas regiões do Brasil, tem duas fases bem distintas: a primeira a dos Capuchinhos ambulantes e a Segunda a da implantação da Ordem em terras mineiras.

I - Ambulantes

            Este período se deu em pleno Brasil-Colônia, por volta de 1730, com Frei Jerônimo de Monreale e Frei Antônio de Perúgia, perdurando até final do Segundo Império. Findo este, os Capuchinhos da Província de Siracusa assumiram, em caráter estável, algumas casas no leste do Estado, e na década de trinta, a Província de Messina iniciou a implantação da Ordem no restante do Estado, trabalho este que culminou com a ereção da Província de Minas Gerais, aos 15 de Dezembro de 1980.  
           
A presença dos Capuchinhos ambulantes foi marcada, sobretudo por missões populares aqui e ali: por acompanhamento de Bispos em visitas pastorais e, principalmente fundando aldeamentos de índios, havendo casos esparsos de funções paroquiais, com moradia permanente. Todos esses eventos estavam ligados à Prefeitura do Rio de Janeiro ou Comissariado Geral, já que os frades não dependiam diretamente das várias Províncias de onde procediam. Neste período sobressaem figuras importantes, alguns muito conhecidos e sempre relembrados. Dos primeiros que por aqui passaram citamos Frei Francisco de Gubbio e Frei Luiz de Foligno que por aqui já perambulavam por volta de 1740, enfrentando perigos, rios, florestas, sofrendo toda sorte de incômodos, mas certamente colhendo grandes frutos espirituais. Durante anos eles trabalharam em missões, continuamente, deixando por onde passavam provas sublimes de seu zelo apostólico e bons exemplos, com grande e geral admiração, especialmente em Ouro Preto, antiga Vila Rica. Até a Câmara Municipal chegou a oferecer aos dois zelosos missionários um lugar para construírem moradia e igreja. Em 1744, foram freis Jerônimo de Monreale e Antônio de Perúgia, anunciando a palavra de Deus pelos sertões mineiros, construindo e consertando igrejas, fundando pias associações, difundindo as grandes devoções populares, que perduram ainda hoje em todas as regiões. Em 1732 Frei Jerônimo esteve uma segunda vez em Minas quando se interessou pelo célebre recolhimento de Macaúbas, no município de Santa Luzia, a fundação religiosa mais antiga da Capitania. Foi ele que redigiu os estatutos dessa fundação, que vigoraram por longos anos.

            Por volta de 1752 e 1756 novos grupos de missionários capuchinhos italianos, do pequeno Convento do Rio de Janeiro, percorreram novamente as regiões do Estado. Após essas épocas, a presença ambulante dos Capuchinhos em Minas sofreu uma sensível redução e assim perdurou por alguns anos, tendo por causas: primeiro o fato de que a partir de 1781 a missão do Rio de Janeiro uma organização estável de catequese indígena ao longo do Rio Paraíba, o que exigia o trabalho constante de bom número de frades e segundo por causa das dificuldades no relacionamento da Santa Sé com Portugal, fruto ainda da nefasta política do Marquês de Pombal. De 1795 a 1814 só se tem notícia de Frei Luiz de Balestrino, missionário incansável que percorreu várias capitanias, inclusive a nossa.

            Nos começos do século XIX volta com mais freqüência a presença dos Capuchinhos pelas Minas Gerais, e a prova disso é que morre no Rio de Janeiro Frei Bartolomeu das Marcas, depois de 20 anos de intenso trabalho de evangelização em diversas regiões do Estado. Em 1835 morre no Rio o Frei Ferdinando de Luz, após vários giros apostólicos por Minas Gerais. Também no Rio, aos 17 de novembro de 1871, após 45 anos de trabalhos por diversas regiões de Minas o Frei Flórido de Città de Castello, o que significa que provavelmente por volta de 1826 ele já perambulava por Minas Gerais. São essas as informações que encontramos deste período inicial, que abrange o Brasil Colônia. O Primeiro Império e a Regência.

            A este difícil período segue-se um de relativa calma: o do Segundo Império. Durante 50 anos, de 1840 a 1889, com Dom Pedro IIº começa um período de intensa atividade. Continua o trabalho dos missionários ambulantes, surgem os aldeamentos mais organizados de índios e se destacam grandes figuras tais como Frei Eugênio de Gênova, Frei Caetano de Messina, Frei Luiz de Ravena, Frei Francisco de Coriolano, Frei Joaquim de Palermo, Frei Serafim de Gorizia e Frei Ângelo de Sassoferrato, sobre os quais falaremos adiante.

Aldeamentos de índios

            Os núcleos de catequese indígena nessa região e época atingem a uma dezena, mas poucos conseguiram firmar-se e manter-se, dada a falta de meios, a política incerta do Governo e dificuldades de outros gêneros enfrentados pelos missionários.

Alto Jequitinhonha

Frei Domingos de Casale, da Província Toscana, chegou ao Brasil em 1846 e já em 1847, acompanhado de Frei Bernardino Lagonero, iniciava ali um aldeamento. O modo afável dos missionários tratarem os índios lançava as primeiras sementes que deviam dar o necessário sustento ao aldeamento, mas tudo resultou em fracasso, devido à conduta pouco recomendável dos soldados que do Rio de Janeiro vieram acompanhando os missionários, fazendo com que os índios se revoltassem e se embrenhassem novamente pelas florestas. Frei Domingos então, desgostoso, desistiu da empreitada, e já nomeado pároco de Guanhães, ali permaneceu por longos anos e só esporadicamente trabalhou com os índios da região.

Surubi

            Frei Bernardino de Lagonero, companheiro de Frei Domingos de Casale, após algumas Missões populares pelo Vale do Mucuri, em 1848, comunicava ao Comissariado Geral que se encontrava novamente entre os índios que conseguira aldear. Algum tempo depois, este missionário, com autorização do Governo, adentrava-se pelas regiões do Rio Surubi. Ali viveu muitos anos, tendo construído capelas e outros edifícios necessários ao centro catequético, promovendo o processo de civilização da região, que chegou inclusive a possuir um colégio para recolher e educar meninos. Infelizmente os primeiros exploradores vieram perturbar a paz na região, subornando os índios contra os missionários. Frei Bernardino, após longos anos de missão, foi obrigado a retirar-se.

Aldeia do Tevão ou Queiroga (Caeté)

            Outro missionário catequista deste período em Minas Gerais foi Frei Benedito de Bobbio, da Província do Piemonte, que chegou ao Brasil em 1847. Figura típica de Capuchinho do Segundo Império. Viveu dois períodos em Minas. Dois anos após ter chegado da Europa já o encontramos em Caeté, onde exerceu também as funções de pároco e ao mesmo tempo dava sua atenção aos índios Botocudos, da região do Queiroga. Como muitos outros missionários, construiu estradas também. Mais tarde foi transferido para a região de Itaocara, no Rio Paraíba, como auxiliar de Frei Flório de Città de Castello, mas pediu para retornar a Minas Gerais e algum tempo depois estava na região de Mutum e Rio Doce.

Santa Rita de São Felix

            Nos primeiros meses de 1872, Frei Virgílio de Amblar e Frei Joaquim de Canicatti, respectivamente das Província de Tirol e de Palermo, colocavam as bases dos aldeamentos  de Santa Maria de São Felix, ou Aldeia da Imaculada Conceição do Rio Doce, na região do Suassuí. Ia bem a aldeia e chegou-se a poder dizer: “É uma bênção de Deus e podemos esperar frutos abundantes.” Mas, infelizmente, uma série de imprevistos, como febre malária, sarampo, colheitas escassas, concorreram para o enfraquecimento dos trabalhos, apesar da coragem e extrema dedicação dos dois missionários. Em 1876 já haviam aberto setenta quilômetros de estradas, construído igrejas, escolas, oficinas, hospitais. Os índios aldeados eram 246 e a escola contava com 37 alunos. Uma onda de sarampo fez 80 vítimas. Deixando a região o Frei Joaquim de Canicatti  foi enviado de Suassuí para a região de Manhuaçu, a pedido do Governo que, infelizmente, se preocupava mais com o “número” do que com a organização das missões. Então Frei Virgílio pediu e conseguiu como companheiro de trabalho: o Frei João de Gangi, da Província de Messina, que ali trabalhou  de 1869 a 1877. Neste ano Frei Virgílio morreu envenenado, vítima de índios rebeldes. Frei João de Gangi assumiu a direção da Colônia, auxiliado por Frei Carlos de Bagnone.  Em 1879 a direção era de Frei Serafim de Fossombrone e o aldeamento por essas alturas, com a chegada de muitas famílias civis, tinham assegurada sua continuidade como uma das muitas cidades do interior.
            Outros aldeamentos menores surgiram, entre eles o de Poaia, Itueto, Rio Doce. Neles os Capuchinhos que se fizeram presentes foram: Frei Ludovico de Mazzarino, Frei Miguel Angelo de Troina, Frei Serafim de Fossombrone.

Itambacuri

Capítulo especial da história dos Capuchinhos em Minas Gerais e que está muito bem registrada por Frei Jacinto de Palazzollo, é a que se refere a Itambacuri, com as grandes figuras: Frei Serafim de Gorizia e Frei Ângelo de Sassoferrato. Estes dois missionários conseguiram dar ao aldeamento as características de “modelo” das reduções indígenas. A 7 de abril de 1872 chegaram ao Mucurí, vindos do Rio de Janeiro, os dois missionários que ali trabalharam por longos anos, até uma provecta velhice, de 90 e 97 anos respectivamente, ligados por uma profunda amizade. Alguns meses após a chegada ao Brasil já se encontravam em Ouro Preto, então capital de Minas e em 3 de abril de 1873, festa da Páscoa, na presença de 320 índios inauguravam oficialmente o novo aldeamento, que tomou o nome de Nossa Senhora dos Anjos. A fertilidade do solo e a sábia administração de Frei Serafim fez com que em poucos anos uma região selvagem se transformasse em progressista colônia, que atraiu para seu território tribos indígenas dos Pogichás, Giporoks, Catolés, Aranhas e Purunturus. O centro assumiu rapidamente o aspecto de uma vila e logo depois de cidade interiorana. Em 1879 o Bispo de Diamantina. D. João dos Santos, em visita pastoral, administrava o sacramento do crisma a 700 índios. Foi surpreendente o desenvolvimento da missão, numa extensão de 60 a 70 quilômetros, ocupando as regiões situadas entre os rios Itambacuri, São Mateus, Rio Doce e Mucuri. Todo o trabalho de administração, sem falar os espirituais, pesava sobre os ombros dos dois missionários: construções, lavouras, escolas, hospital, etc. Encontraram compreensões e legítimas satisfações, mas também tiveram que enfrentar dificuldades, inclusive traições e atentados à vida. A rebelião mais grave e que parecia destinada a arruinar a missão, ocorreu em 24 de maio de 1893, mas os missionários saíram apenas feridos e a Colônia foi salva, segundo a tradição, graças a um tiro de fuzil  que provocou socorro da vizinha cidade de Filadélfia, hoje Teófilo Otoni. Daí por diante surgiram instituições complementares, tais como: asilo, orfanato, colégio, aprendizado agrícola, hospital, oficina mecânica, casa de correção e, mais tarde, indústria de algodão, café, açúcar e frutas. Frei Serafim dirigiu Itambacurí durante 45 anos, e Frei Ângelo sobreviveu-lhe ainda por 9 anos e os corpos dos dois grandes missionários repousam na igreja matriz da cidade por eles edificada: Nossa Senhora dos Anjos.

Frei Francisco de Coriolano

            Em companhia de Frei Eugênio de Gênova, a partir de 1848, Frei Francisco de Coriolano, com o irmão Arcângelo de Nápoles, percorreu várias localidades mineiras, entre elas Ouro Preto, Pouso Alegre, Sapucaí, Campestre, São Sebastião do Paraíso, São João Nepomuceno, Itaúna, Curral del Rei (Belo Horizonte), Mateus Leme, Pará de Minas, Pitangui, etc. Em sucessivas incursões, perambulantes, interrompidas só o tempo necessário para as construções de igrejas, cemitérios, estradas e outras obras de interesse da comunidade. Após este tempo de andanças, Frei Francisco acompanhou o Bispo de Mariana, D. Antônio Ferreira Viçoso, em visitas pastorais pelas regiões de Itabira, Mato Dentro, Sete Lagoas, Santa Luzia, Sabará, Caeté, Santa Bárbara, São Domingos do Prata. Frei Francisco era da Província de Salerno, tendo desembarcado no Rio em 1844, em companhia de mais 20 missionários. Foi o apóstolo das populações sertanejas do Brasil central por uns vinte anos. Orador dos melhores. É difícil segui-lo em seu movimentado apostolado, pois o que temos registrado é somente o eco de uma correspondência escassa. Podia apresentar-se em qualquer púlpito, mas o seu campo preferido de trabalho foi a gente simples do sertão.

Frei Luiz de Ravena

            Sua atividade externa de missionário ambulante não pode ser comparada em extensão e ressonância à de Frei Francisco de Coriolano ou Frei Eugênio de Gênova: sua saúde fraca e suas enfermidades obrigaram-no a se abster do púlpito e consagrar-se quase que exclusivamente ao confessionário, apesar de ter construído algumas igrejas e cemitérios. Seu nome está para sempre ligado ao Recolhimento de Macaúbas e, sobretudo a Serra da Piedade. Foi um dos primeiros missionários destinados a Minas no segundo império. Sozinho pregou missões nos lugares pequenos da Diocese de Mariana, que abrangia quase todo o Estado. Conserta capelas e cemitérios, substitui párocos em vilas e povoados de segunda importância, tendo provavelmente influído para isso, além da sua saúde fraca, a sua timidez. Por duas vezes, acompanhando o Bispo, cai doente, sendo forçado a retirar-se. Como sua saúde não lhe dava mesmo condições de trabalho mais empenhativo, o Bispo o nomeia capelão de Macaúbas. No arquivo dos Capuchinhos do Rio de Janeiro há uma carta dele dirigida ao Comissário Geral, datada de 04 de fevereiro de 1855, onde ele diz que não pode pregar por causa da saúde, mas atendia confissões dia e noite, quase sem interrupção. Seu verdadeiro e característico apostolado veio mais tarde: o Santuário de Nossa Senhora da Piedade. Ali ele permanece por uns quinze anos, de 1856 a 1871, zelando pelo decoro do Santuário, 100 anos antes construído pelo ermitão português, Bracarena. Frei Luiz atendia os numerosos peregrinos, pregando, confessando, e, sobretudo, impressionando pela austeridade e santidade. Quanto ao fim de sua vida há uma contradição entre os historiadores: Frei Modesto de Taubaté em sua História dos Capuchinhos no Brasil, página 409 diz: “Perdido entre as montanhas, ninguém o acompanhou nos seus últimos passos para nos dizer quando e em que circunstâncias tenha ele deixado este mundo”. Entretanto, Frei Metódio de Nembro, página 381, citando Sítios e Personagens de Dom Joaquim Silvério de Souza, diz que Frei Luiz morreu aos 11 de janeiro de 1871, foi sepultado na igreja da Serra da Piedade, dizendo até que um capelão do Santuário, por reconhecimento e para consagrar o dia da morte do missionário, obteve da Santa Sé uma indulgência plenária para todos que comungassem no Santuário no dia 11 de janeiro.

Frei Eugênio de Gênova

            Entre os mais ilustres nomes de Capuchinhos que honram a Ordem em Minas Gerais, merecendo estar entre os maiores em todo mundo, está Frei Eugênio de Gênova. Italiano, nasceu em 1812, entrou para a Ordem com 24 anos. Ordenado em 1841, já em 19 de julho de 1843 chegava ao Brasil, tendo sido seu campo de trabalho: Rio, São Paulo, Espírito Santo e, sobretudo Minas Gerais, deixando seu nome ligado especialmente a Uberaba. Ali se dedicou por uns vinte anos a um multiforme apostolado de particular fisionomia, pelo seu caráter profundamente social e humanitário. Logo que chegou ao Brasil permaneceu no Rio por algum tempo e em meados de 1845 foi destinado à catequese dos índios de Cuiabá. De viagem para aquela região foi pregando missões por onde passava e a repercussão delas fez com que fosse dispensado de sua viagem para Cuiabá, para que continuasse pregando missões.  Aos 12 de agosto de 1856, após ter-se recusado a pregar em Uberaba, porque não queria pregar sem as devidas licenças, “apesar de ser missionário para todo o Império”, ali chegou “para ficar”, deixando para sempre marca de sua dedicação. Antes havia trabalhado por uns 07 anos pelo centro de Minas com Frei Francisco Coriolano, como também pelo sul de Minas. No arquivo dos Capuchinhos do Rio de Janeiro encontram-se diversas cartas dele para o Comissário Geral, escritas de Itajubá, Campanha, Cabo Verde, Alfenas, Passos, Boa Esperança, Três Pontas, Campo Belo e, naturalmente, Uberaba. Separando-se de Frei Francisco, Frei Eugênio dirigiu-se para o oeste de Minas, passando por Pitangui, Bambuí, Araxá e outros lugares.
O sucesso de sua primeira missão de um mês em Uberaba foi estupendo, tendo como conseqüência que 4.000 fiéis se apresentassem a ele, pedindo-lhe que permanecesse para sempre com eles. Naturalmente ele se esquivou, mas pelos bons ofícios da Câmara Municipal junto ao Governo, dali por diante Uberaba tornou-se a sede habitual do Frei Eugênio. Em 28 anos de trabalho pregou 820 missões com tudo que se pode imaginar em tais circunstâncias: batizados, confissões, casamentos regularizados, comunhões, distribuição da boa imprensa e com obras de cunho social. Também deu sua atenção ao problema dos escravos, tendo conseguido a emancipação de 686 deles. Quanto aos peregrinos até 1871 já havia dado hospitalidade a 19.614 pessoas na casa de Uberaba. Frei Eugênio morreu em Uberaba aos 59 anos de idade, aos 15 de junho de 1871. Fazem parte também de seu curriculum vitae duras provações, provocadas pela maledicência de uma tendenciosa autoridade judiciária e algumas poucas pessoas maldosas, mas tudo se resolveu bem e foi resguardada a honra de tão ilustre Capuchinho

II – IMPLANTAÇÃO DA ORDEM EM MINAS GERAIS.

Ao final do 2º Império, ou melhor, proclamada a República, com a separação da Igreja e do Estado, a presença dos Capuchinhos em Minas, aliás, como em todo o Brasil, vai tomando uma feição de estabilidade, desaparecendo, ou pelo menos, diminuindo aquele aspecto de ambulância e catequese de índios ou como companheiros de Bispos em visitas pastorais. Abolido o ofício de Comissário Geral, ficam as diversas circunscrições territoriais das missões confiadas a diversas Províncias da Europa. Já em 1895, a Província siciliana de Siracusa, assumia a residência do Rio de Janeiro, ficando também com Itambacurí, no nordeste mineiro. Em 1915, por insistência do Bispo de Diamantina, aceitam os Capuchinhos do Rio de Janeiro, ou Siracusa, a direção do Santuário do Bom Jesus, em Conceição do Mato Dentro e em 1949 a Paróquia de Mantena.

Missionários de Messina

            Somente em 1936 a Província siciliana de Messina inicia o trabalho de implantação da Ordem em Minas Gerais. Após um tempo de preparação de quatro meses com os Capuchinhos da então Custódia de São Paulo, “aprendendo a língua e os costumes”, às 13:30 horas do dia 06 de fevereiro de 1936, ao atravessar o Rio Grande, que separa São Paulo de Minas Gerais, os 7 pioneiros  de Messina entoaram o TE DEUM e adentraram à terra que a Providência lhes destinara: Minas. Foram eles: Frei Teodósio de Castelbuono, Frei João Batista de Catania, Frei Clemente de Maleto, Frei Odorico de Resuttano, Frei Conrado de Troína, e os irmãos, Frei Liberatto de Catania e Frei Leão de São Mauro. Entraram pela Diocese de Uberaba, onde era Bispo um Capuchinho: Frei Luiz de Santana.

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