Visita Solidária em Salto da Divisa
30-11-2009 | Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil

Goiânia, 28 de novembro de 2009.

 

1.     Breve motivação:

O que a fazenda Monte Cristo representa para a luta pela terra em MG?
Segundo Frei Gilvander, da CPT MG, “não somente a fazenda Monte Cristo, mas o município de Salto da Divisa representa um símbolo da luta pela terra. Não em termos místicos nem românticos, mas cruelmente práticos. Lá tem quase 90% das terras na mão de uma família, a dos Cunha Peixoto, que hoje ocupa a Prefeitura do Município”.

2. Data da Visita Solidária:

02 a 06 de dezembro de 2009 (4ª feira à 2ª feira).

3. Objetivos da Visita Solidária:

a) fortalecer a luta do Acampamento Dom Luciano Mendes e de um grupo de posseiros no município mineiro de Salto da Divisa, contribuindo assim com o processo de Reforma Agrária na região do Vale do Jequitinhonha.

b) explicitar, juntamente com a Diocese de Almenara o apoio à missão das Irmãs Dominicanas, dos Irmãos Capuchinhos na região, bem como ao GADDH – Grupo de Apoio e Defesa dos Direitos Humanos – à CPT e à Cáritas Diocesanas.

c) animar as pessoas e as comunidades locais que, historicamente, fizeram parte do processo de organização e conscientização e que hoje, por distintas razões, estão afastadas, indiferentes ou contra a luta do Acampamento.

d) visibilizar, ao máximo, a solidariedade no sentido de que Ir. Geraldinha é dominicana não é uma pessoa isolada é parte de uma Rede local, regional, nacional e internacional.

4. Proposta de Programação:

(construída juntamente com as Irmãs Dominicanas envolvidas no conflito e algumas outras lideranças locais):

ü dia 02 (4ª feira): Reunião de todas as pessoas envolvidas com a Visita Solidária, no Centro Comunitário da Paróquia em Salto da Divisa, às 20 horas. Finalidades da reunião: apresentação das/os participantes; breve descrição dos últimos acontecimentos; atual situação do processo da desapropriação da área; definição das atividades ao longo dos 4 dias e distribuição de tarefas.

ü dia 03 (5ª feira): Visita ao Acampamento e a um Grupo de Posseiros/as. Inicialmente todos/as participam de um Momento de Mística junto aos acampados e depois se divide em dois grupos de visitantes (1 permanece no Acampamento e o outro vai realizar visitas junto aos Posseiros/as, que ficam a uns 30 quilômetros dali). No final da tarde, encontram-se todos/as novamente no Acampamento para a Celebração de algum gesto simbólico de comunhão e esperança. À noite haverá uma palestra com a juventude do Colégio na cidade de Salto da Divisa.

ü dia 04 (6ª feira): Um grupo vai visitar o Promotor Público e Juiz, acompanhado de Dom Hugo e a advogada Regina, provavelmente em Almenara. Os demais permanecerão na cidade de Salto da Divisa visitando famílias, comunidades, instituições e possíveis autoridades que apóiam a luta dos sem terra da região. À noite: uma Assembléia com todas as Associações/Organizações locais e as Pastorais da Paróquia, no Centro Comunitário da Igreja.

Obs.: Está sendo estudada a possibilidade de se promover uma “Coletiva de Imprensa” ampliando a realidade dos conflitos agrários para toda a região do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais e em nível nacional. Caso seja possível, poderá haver modificação na programação. No final desse dia algumas pessoas da Visita Solidária já terão que viajar de volta.

ü dia 05 (sábado): Continuidade das visitas durante o dia, com abertura para possíveis outras demandas que surgiram até então. À noite uma Vigília de Oração, envolvendo toda a cidade.  

ü dia 06 (domingo): Manhã: nova Assembléia do Acampamento juntamente com os Posseiros/as (?) e celebrações. Tarde: reunião com todas as pessoas envolvidas na Visita Solidária. Finalidade: amarração da indispensável continuidade do apoio externo, votação de um “documento final” e avaliação da Visita Solidária. Noite: Concelebração da Missa da Solidariedade e leitura do possível “documento final” dos/as visitantes. Encerramento dessa Visita Solidária.

5. Participantes confirmados:

ü Ir. Geraldinha, religiosa dominicana ameaçada de morte, há quase 17 anos na região de Salto da Divisa, é membro do Conselho e da Comissão de Justiça e Paz de sua Província, além de ser membro da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil.

ü Ir Rosa Maria Barboza, religiosa dominicana, viveu 10 anos na região de Salto da Divisa, hoje reside em Belo Horizonte e é provincial da Província da Ir. Geraldinha e membro da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil.

ü Ir. Marilande dos Santos Silva, religiosa dominicana, residente em Belo Horizonte; é  membro da Comissão de Justiça e Paz da Província da Ir. Geraldinha e da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil.

ü Ir. Doraildes da Silva Matos, religiosa dominicana, reside na cidade de Jacinto, MG; é membro do Conselho de sua Província e da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil.

ü Ir. Célia Luci Apolinário, religiosa dominicana, residente na cidade de Jacinto, MG.

ü Frei Emílio Santi Piro, frade capuchinho, pároco em Salto da Divisa.

ü Frei Lázaro de Freitas, frade capuchinho, vigário paroquial em Salto da Divisa.

ü Dom Hugo Maria Van Steekelenburg, bispo da Diocese de Almenara.

ü Frei Paulo Sérgio Moreira Braz, frade capuchinho, residente em Belo Horizonte e representante do provincial da Província dos Capuchinhos de Minas Gerais.

ü Dom Tomás Balduino, frade dominicano, reside em Goiânia, é bispo emérito da Diocese de Goiás, Conselheiro Permanente da Comissão Pastoral da Terra e membro da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil.    

ü Frei José Fernandes Alves, frade dominicano, residente em Goiânia, coordenador do Centro de Direitos Humanos de Formoso do Araguaia, TO, coordenador da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil e membro da Comissão Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

ü Frei João Xerri, frade dominicano, reside em São Paulo, é membro do Grupo Solidário São Domingos, é do Conselho da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, além de ser membro da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil.

ü Lucimere da Silva Leão, residente em Belo Horizonte, é membro da coordenação nacional da CPT – Comissão Pastoral da Terra.

Obs.: Mesmo sabendo que algumas dessas pessoas terão que sair antes do final da Visita Solidária, pedimos que todos/as estejam na reunião da noite do dia 2. 

6. Conta

Pedimos que qualquer alteração, dúvida ou sugestão seja comunicada para: jfernandesop@hotmail.com  ou pelos telefones: 62 – 3229.3014 ou 62 – 9611.1213.   

7. Pedido à Família Dominicana:

Frei José Fernandes e Ir Rosa estão solicitando especialmente às Famílias Dominicana e Capuchinha que promovam momentos de orações individuais e comunitários a fim de que essa Missão seja portadora de sinais de bênçãos e discernimentos a todas as pessoas e comunidades envolvidas no conflito de Salto da Divisa.

 

 

Fraternalmente,

Ir. Rosa Maria Barboza, OP.

Frei José Fernandes Alves, OP.

- coordenadores da Visita Solidária a Salto da Divisa -

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